segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Barraco

      Minhas amigas da argentina sempre falaram que eu não sabia me defender, segundo elas eu parecia uma criança, pois sempre que me insultavam eu saia correndo e contava para o "responsável" do lugar me gerando o apelido de X9. A minha dedo-durisse fica para outra história, enfim, me sentindo sozinha eu sai de casa e fui para a pracinha me socializar com a vizinhança. Cheguei, comprei um picolé, sentei em um banco embaixo de uma árvore e fiquei curtindo o meu silêncio interior.
      Um menino sentou do meu lado, fingi não ver nada, mais fiquei feliz com a companhia... Papo vai, papo vem agente parecia até amigos de infância, eu descobri que ela mora na mesma rua que eu, estuda no colégio que eu vou estudar, tem uma irmã mais nova e (não para minha surpresa) tem uma namorada. Estava me preparando psicologicamente para contar a tragédia da minha vida a ele quando uma loira aguada chegou perto de nós e começou a gritar. Não sai correndo, só fiquei ali olhando sem reação até que ouvi ela perguntar depois de uma série de ofensas "seus pais não te deram educação?", meu sangue ferveu eu me levantei e dei um empurrão tão forte nela que a coitada caiu do salto e foi ao chão, "escuta aqui loirinha, dobre a lingua antes de falar dos MEUS pais!" disse fazendo com que ela arregalasse os olhos. Joguei meu picolé do chão e depois sai pisando duri, chegando perto da rua senti uma pancada na cabeça (que segundo a enfermeira foi a tal loira, que irada pela mancha do picolé que eu causei mandou o skate de um garotinho na minha cabeça, a coitada devia estar numa TPM das bravas), tudo ficou escuro e eu acordei no hospital.
      Depois de escutar essa história absorta, não conseguia acreditar, mais a minha ficha caiu quando eu passei a mão na cabeça e senti curativos... Como alguém seria capaz de jogar um skate em uma cabeça?  TEM DOIDO PRA TUDO!

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